Entrevista
Jornal de Espiritismo nº 63 · Outubro 2014Página 83 min
Nilson Pereira Um homem de bem Foi telegrafista do Ministério da Marinha, trabalhou na Empresa de Correios e Telégrafos e foi bancário. Organizou vários livros da lavra mediúnica de Divaldo Franco : “Terapia espírita para os desencarnados”, “A serviço do Espiritismo – Divaldo na Europa”, “... E o amor continua”, “Exaltação à vida”, “Vidas em triunfo” e “Viagens e entrevistas”. Mas também escrevia para a revista “Presença Espírita”, editada há 38 anos pelo Caminho da Redenção.
Em 30 de dezembro de 2005 foi agraciado (tal como Divaldo Franco) com o título de Embaixador da Paz no Mundo, concedido pela “Ambassade Universelle pour la Paix”, em Genéve (Suíça), capital da Organização Mundial da Paz, ligada à ONU. Tornou-se, assim, o 206.º Embaixador da Paz no Mundo. Colocamos em 2 de dezembro por correio electrónico a Divaldo Pereira Franco algumas perguntas sobre Nilson. - Quem era Nilson, que tipo de pessoa era?
Divaldo Pereira FrancoNilson foi, na Terra, um homem jovial e encantador, dedicado ao trabalho do bem desde que travou contato com o Espiritismo no ano de 1945. Na ocasião era marinheiro, posteriormente telegrafista dos Correios e, por fim, bancário, em cujo labor se aposentou. Portador de uma dedicação incomum, era considerado o “homem dos sete instrumentos”, pela sua capacidade de exercer as mais variadas funções em nossa Instituição, consertando tudo quanto lhe chegava às mãos.
Responsável pela edificação de todo o conjunto de casas, departamentos e residências da comunidade Mansão do Caminho, instalações elétricas, água e serviços gerais. Antes de tornar-se espírita aos 23 anos de idade, teve namoradas e quase ficou noivo. Posteriormente entregou-se totalmente à obra de amor e quase não dispôs de tempo para materializar outras aspirações. Era alegre e jovial, mas sério e responsável, sendo muito respeitado e amado.
- Como nasceu a vossa amizade, como se conheceram, como nasceu o projeto de, em conjunto, construírem a Mansão do Caminho? Divaldo Pereira FrancoEm 1945 eu ensinava Português numa escola de datilografia, auxiliando os alunos que tinham dificuldade com o idioma. Eu estava com 18 anos. Nilson e amigos matricularam-se na escola no mês de fevereiro e passei a ministrar-lhe e aos companheiros noções do idioma pátrio. Nesse ínterim o seu genitor enfermou gravemente e sabendo-o prontifiquei- -me a visitá-lo, constatando que se tratava de um transtorno obsessivo de consequências orgânicas.
Apliquei-lhe a terapia dos passes, da água fluidificada, os Benfeitores orientaram-no no tratamento homeopático e ao recuperar-se, toda a família se tornou espírita. O Projeto da Mansão do Caminho é resultado de uma visão psíquica de que fui objeto, quando ambos retornávamos de uma visita a uma jovem obsidiada e nos encontrávamos num comboio ferroviário. Ao descrever-lhe o que vi, ele desenhou e guardou, os detalhes apresentados, vindo a materializar-se, por volta de 1955...
Ao adquirirmos uma área de 86 mil metros quadrados, ele começou a construir a comunidade conforme o desenho que fizera, resultando no que hoje existe. Antes as crianças viviam em um edifício de 3 andares, então denominado Orfanato, que recebeu o nome de Mansão do Caminho. Era um cidadão eminentemente pacífico e trabalhador. - É verdade que ele mandava o Divaldo deitar-se no banco de trás do carro, para não o incomodar, pois o Divaldo confundia os vivos com os mortos?
Divaldo Pereira FrancoRealmente, Nilson de Sousa Pereira, nasceu em Salvador em 26 de outubro de 1924 e desencarnou às 4h40 de 21 de novembro, em Salvador, aos 89 anos. Tio Nilson, como era carinhosamente chamado, fundou, juntamente com o médium Divaldo Pereira Franco, no dia 7 de setembro de 1947, o Centro Espírita Caminho da Redenção, e, em 15 de agosto de 1952, o braço social da instituição, a Mansão do Caminho. MARÇO.
