Entrevista
Jornal de Espiritismo nº 65 · Abril 2014Página 82 min
Perguntar e responder: desobsessão e passe magnético Esta é uma forma de partilhar as respostas que contamos sejam também do interesse dos leitores. Cada indagação tem a ver com a conferência abordada segundo o programa divulgado em abril. Aliás, é de recordar que no canal do Youtube da ADEP, na internet, pode ver quantas vezes quiser estas palestras, que ali ficaram disponíveis desde o momento em que foram proferidas.
O tema que dá sinal de partida é de Ulisses Lopes, que versa a desobsessão. Carlos MirandaUlisses, no tema desobsessão disse que a responsabilidade é nossa, mas há centros espiritas cujos guias «receitam» 6, 7, 8 desobsessões conforme o caso. Que pensar disto? Ulisses Lopes – Centros espíritas que têm “guias” que receitam um número concreto de desobsessões, ao fim das quais o Espírito obsessor fica encaminhado, são, no mínimo, suspeitos.
Demonstram falta de conhecimento doutrinário ao ponto de julgar que conseguem contornar o livre - -arbítrio do espírito obsessor, a priori, ao fim de determinado número de sessões. Além disso, para o obsidiado, pouco interessa estar a encaminhar um Espírito perturbador se ele mesmo não faz o seu tratamento educacional e não baseia a sua conduta em novos paradigmas comportamentais. Marta AntunesComo ajudar alguém numa desobsessão se não quer ir a um centro espírita?
Ulisses Lopes – É claramente mais difícil. É como querer tratar alguém de alguma dependência sem que o dependente esteja envolvido. Neste caso há sempre um terceiro elemento que pode sair a lucrar que será o Espírito que supostamente está a obsidiar. Num centro pode-se fazer o trabalho desobsessivo e resolver o problema desse espírito libertando assim o obsidiado da influência dele. No entanto, será uma questão de tempo até que um novo companheiro exerça a sua influência sobre esse encarnado, que sente a obsessão, visto que o trabalho de educação da mediunidade e comportamental não foi feito.
O melhor mesmo é que sem receio de julgamento e sem subestimar a reação do encarnado obsidiado, se consiga convencê-lo a participar do processo, num centro espírita idóneo, provando-lhe que não existem segundas intenções e que, no mínimo, nada terá a perder em tentar. De qualquer forma, deve-se respeitar sempre a sua vontade, fazer a nossa parte e, quem sabe, depois de libertado dos liames da ação do obsessor, consoante o nível da obsessão, o “obsidiado” não fica com outra disponibilidade mental e consiga com outra consciência, da qual até ali não era portador, decidir mesmo tratar de se educar espiritualmente.
Acontece também que Joana Miranda deixou esta pergunta a Leonor Leal: fui a um centro espirita e queria ir ao passe no fim da palestra mas a dirigente disse que não, pois os dirigentes é que decidem quem deve ir, depois de ir ao atendimento. Nunca mais voltei. Está correto? Logo a seguir, surge Marta Antunes a indagar: Leonor, conjugar o passe magnético com a água fluidificada poderá ser demasiado? É que eu ia ao passe e bebia a água Toda a pergunta deve ser atendida: com base nisso, vão ser respondidas neste jornal as indagações colocadas por escrito durante as Jornadas de Cultura Espírita, realizadas recentemente na cidade de Óbidos, que não conseguiram tempo nessa oportunidade para ser respondidas pelos conferencistas.
