Entrevista
Jornal de Espiritismo nº 68 · Outubro 2015Página 125 min
Vítor Féria, presidente do Conselho Diretivo da FEP, afirma que este congresso é «um evento inesquecível, a não perder», pois é uma «oportunidade única poder participar num congresso internacional tão perto de casa». Na mesma linha de ideias, Charles Kempf, secretário-geral do CEI, apela a pessoas interessadas de diversos países: «Aproveito a oportunidade para convidar a todos para se juntarem a nós, em Portugal, Lisboa, em 2016.
Façam as suas inscrições logo que possível». O evento, embora esteja à distância de quase dois anos, já tem site. Pode acompanhá-lo em http://8cem.com. Para já, conversamos com Vítor Féria numa entrevista exclusiva dedciada aos leitores do JDE. -Em 2016 vai acontecer algo pouco fre- quente em Portugal: um congresso mundial. Além dessa, que outras razões poderão levar os leitores a inscrever-se? Vítor Féria – Um Congresso Espírita Mundial é sempre uma oportunidade especial para troca de experiências e convívio com outras culturas e saberes do mundo.
Em Portu- gal não será fácil termos novamente essa oportunidade antes de um período longo de tempo, talvez uns 50 anos, já que os países aderentes à Confederação Espírita Inter- nacional (CEI) são em número crescente e a organização de eventos desta natureza é rotativa, e passará a ter uma periodicidade de cinco anos entre cada evento. Razão mais do que suficiente, pensamos, para aproveitar- mos esta oportunidade. -É uma inscrição cara para o evento em causa?
Vítor Féria – O valor da inscrição mantém- -se desde 1995 (data em que teve lugar o 1.º Congresso Espírita Mundial, em Brasília); este valor é estipulado pelo CEI e quem está por dentro da organização de eventos deste nível sabe que este valor não é alto, para se poder dar a qualidade esperada. -Porquê auditórios no Meo Arena? Vítor Féria – O evento terá lugar na sala Tejo do Pavilhão Meo Arena; todos sabemos que este é o complexo que oferece as condições mais adequadas às necessidades de um evento desta natureza, pela diversidade de oferta de facilidades logísticas e de acessos fáceis aos congressistas.
Tentámos encon- trar a alternativa que, somadas as parcelas, se mostra mais interessante. -Qual a estimativa do número de conferên- cias durante esses dias? Vítor Féria – O Congresso decorrerá de 7 a 9 de outubro, prevendo-se que a abertura solene tenha lugar por volta das 14h30 e o encerramento ao final da manhã do dia nove. O Programa ainda não está encerrado, mas prevê-se que o Congresso possa contar com cerca de 20 intervenções e espaços culturais.
- De que nacionalidades serão os conferen- cistas que se prevê virem a estar presen- tes? Vítor Féria – Da CEI fazem parte 36 países dos quais teremos, certamente, representan- tes, além de outros que se farão representar, dos vários continentes. Atempadamente, a comissão que se ocupará da comunicação irá dando mais detalhes. - São decerto interessantes os temas que vão ser abordados, pode exemplificar? Vítor Féria – Dois mil e dezasseis será o ano em que o Movimento Espírita Mundial defenderá o tema “Em defesa da Vida”, com as variantes “Amar a Vida; amar o Próximo”.
Não poderíamos ter sido abençoados com um tema melhor: é demasiado importante que, nesta fase de transição, estejamos despertos para a necessidade de sermos gratos à vida. -Como vão ser escolhidos os temas a apre- sentar no congresso? Vítor Féria – O 8.º CEM tem uma comissão de análise que fará a avaliação das propos- tas a serem submetidas, norteada por um regulamento para este fim. As propostas devem integrar-se nos temas e subtemas da Campanha.
À exceção dos convidados mencionados no site do Congresso, todos os outros trabalhos deverão ser submetidos à Comissão de Análise. - Um congresso deste tipo é uma oportu- nidade especial de estabelecer contactos novos e de ouvir abordagens diferentes? Vítor Féria – Sem dúvida! É uma oportuni- dade a que, como mencionei antes, não será fácil termos acesso tão próximo de casa. Vale, de facto, a pena pensar, desde já, em participar.
Será a festa mundial dos corações espíritas. -Como compara o 8.º CEM face a outros projetos de trabalho da FEP? Vítor Féria – A organização deste evento deixa antever muito trabalho adiante de nós; no entanto, a Federação Espírita Portuguesa conta com uma equipa dedicada que já está a trabalhar e confia inteiramente no apoio espi- Vem aí o Congresso Espírita Mundial ritual que sempre nos ampara nos desafios em prol do bem.
Estamos confiantes, embo- ra conscientes da dimensão do desafio, mas como em todos os eventos, de maior ou de menor projeção, tentamos fazer da melhor forma, com os recursos de que dispomos. -Quem quiser inscrever-se, como poderá fazê-lo? Vítor Féria – Quem desejar inscrever-se, já o pode fazer através do website: www.8cem. com; em alternativa poderão fazê-lo também através dos serviços da Federação Espírita Portuguesa: geral@feportuguesa.
pt. - Não é a primeira vez que está na orienta- ção de um congresso mundial: na década de 90 houve um em Lisboa, na antiga FIL. Este vai ser ainda melhor? Vítor Féria – Faremos, como então, o nosso melhor; o nosso desejo é poder propiciar ao Congressista 3 dias de intenso intercâmbio de saberes e de convívio agradáveis. -Quer deixar uma mensagem aos leitores? Vítor Féria – Quero agradecer à ADEP pela ótima colaboração que tem dado à Fede- ração Espírita Portuguesa e aproveitar a oportunidade para dizer aos irmãos de ideal espírita que o sucesso do Congresso Espírita Mundial em Portugal é uma honra para o Movimento Espírita Português; contamos, portanto, com a presençaea colaboração de todos.
Texto: JG foto arquivo Dois mil e dezasseis será o ano em que o Movimento Espírita Mundial defenderá o tema “Em defesa da Vida”, com as variantes “Amar a Vida; amar o Próximo”. Não poderíamos ter sido abençoados com um tema melhor: é demasiado importante que, nesta fase de transição, estejamos despertos para a necessidade de sermos gratos à vida. Lisboa vai acolher no MEO Arena o próximo Congresso Espírita Mundial entre 7 e 9 de outubro de 2016: a organização está a cargo da Federação Espírita Portuguesa (FEP) que trabalha em parceria com Confederação Espírita Internacional (CEI).
