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Entrevista

Jornal de Espiritismo nº 69 · Dezembro 2015Página 95 min

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Estão aí as Jornadas de Cultura Espírita do Oeste Amélia Reis é presidente da direção do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, e membro da comissão organizadora destas jornadas. Responde-lhe agora a uma mão cheia de perguntas. O que são estas Jornadas de Cultura Espírita? Amélia Reis – Podemos dizer que, ao longo do tempo, as Jornadas de Cultura Espírita são dois dias diferentes, que trazem até Óbidos pessoas de todo o país, interessadas e motivadas pela doutrina espírita, e em que os espíritas se juntam em torno de um tema, aprofundando-o, esclarecendo-se, dando as suas opiniões, enfim… enriquecendo-se.

Por isso, tentamos escolher temas que marcam a atualidade nas suas diversas vertentes, trazer conferencistas espíritas e não espíritas, alargando assim o leque de conhecimentos e pontos de vista. Quando se realizam? Amélia Reis – Este ano terão lugar nos dias 1 e 2 de maio de 2015, mas, de um modo mais poético…”sempre que é Primavera”. Estas Jornadas de Cultura Espírita já ganharam espaço próprio ao nível nacional, sendo que este ano estaremos na sua 11.

ª edição, pois já são as pessoas que nos perguntam quando vão ser as próximas. Onde vão decorrer? Amélia Reis – Desde o primeiro dia que Óbidos foi o local escolhido, local com significado para os espíritas, uma vez que ligado a Isabel de Aragão. Talvez também por isso, as Jornadas de Cultura Espírita marcam não só um espaço de Cultura mas são também um verdadeiro encontro com ambiente de festa, convívio e alegria. Quem organiza?

Amélia Reis – Dois centros espíritas da região Oeste: o Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, e a Associação de Cultura Espírita de Alcobaça. O que destaca como mais atrativo no programa? Amélia Reis – Sinceramente… fica difícil a resposta. Mas talvez a diversidade de assuntos, a maneira de os tratar, a hipótese de questionar os conferencistas, e… sobretudo o sentimento de leveza e grande espiritualidade que ali se vivem.

Paralelamente à diversidade e qualidade do programa, é de destacar toda a atividade efetuada fora do espaço de trabalho, nos tempos livres, bem como, durante o evento o bem-estar que as pessoas relatam, onde não existe ninguém mais do que ninguém: a simplicidade, a alegria e o humor são a pedra de toque para melhor estudarmos em conjunto o Espiritismo. Que “feedback” costuma haver? Amélia Reis – Pela negativa, as pessoas têm referido a exiguidade do espaço e as lacunas sobretudo ao nível de som e imagens, devido sobretudo, aos equipamentos.

Essa foi uma das razões que nos levou, este ano, a procurar um local com características diferentes. Pela positiva, o agrado pela qualidade do evento e o grande desejo de que se repita para que possamos voltar a encontrar-nos. Um dos aspetos mais realçados é o clima de amizade, fraternidade e sã alegria que faz com que a partilha de conhecimentos seja efetuada naturalmente, sem os formalismos habituais nos congressos.

A organização do evento quantas pessoas (voluntários) envolve? Amélia Reis – Este ano somos cera de 36 pessoas a trabalhar no terreno, mas existem outras que colaboram na retaguarda ou até a distância. É um trabalho notável o espírito de equipa que as pessoas têm, trabalhando duro, com um sorriso nos lábios, com o único lucro de chegar ao fim e poderem dizer: valeu a pena. Ocorre várias vezes por ano? Amélia Reis – Não, acontece unicamente uma vez por ano, geralmente entre março e maio, dependendo da disponibilidade dos auditórios.

Quando foram as primeiras jornadas? Amélia Reis – As primeiras Jornadas Espíritas do Oeste foram feitas por uma Associação Espírita da Nazaré, isto, há 12 anos. No ano seguinte pegamos na ideia e efetuámos as II Jornadas. Desde aí temos efetuado estas jornadas anualmente, indo já na sua 11.ª edição consecutiva. É necessária inscrição para assistir? Amélia Reis – Sim, é necessária, até por uma questão de estimativa e organização de todo o evento, o que já estamos a fazer desde há algum tempo.

Já tivemos vários modelos. No primeiro ano a entrada foi gratuita, graças aos patrocínios que conseguimos. Nos anos seguintes temos pedido um valor simbólico por pessoa, o que quase não paga as despesas para o material oferecido aos participantes. Este ano, uma vez que alugámos um espaço para 600 pessoas, tivemos de cobrar dez euros, que é um preço irrisório para um evento deste nível, durante dois dias. No entanto, quem não puder pagar pode inscrever-se na mesma.

Nem poderia ser de outro modo. É a primeira vez que Divaldo Pereira Franco, o orador mais conhecido no movimento, está presente. Como aconteceu isso? Amélia Reis – É verdade. Esse é um sonho que, com a ajuda de Deus se tornou realidade. Foi um facto curioso. Estando um dos elementos da organização a pensar “como seria bom que Divaldo viesse a Portugal nessa altura e se calhar daria para ele vir às Jornadas de Cultura Espírita”.

Nesse mesmo momento, Divaldo Franco e o presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP), que se encontravam num périplo de divulgação do espiritismo na Madeira, nessa mesma hora eles os dois conversavam sobre essa hipótese, que nunca tinha sido colocada. Mais tarde, esse elemento da organização enviou um e-mail ao presidente da FEP, falando da ideia que tinha tido, recebendo em resposta o que acima dissemos, estragando-se, assim, a surpresa que o presidente da FEP pretendia fazer-nos.

E, o convívio de almas tem sido, talvez, a marca mais profunda, sadia, amorosa, que as Jornadas têm deixado nos que nelas participam. Q ue diria a alguém que esteja indeciso quanto a inscrever-se ou não? Amélia Reis – Bem, a decisão é sempre do foro pessoal de cada um. A verdade porém é que, enquanto estamos nesta vida, é motivo de alegria podermos estar perto de gente que pensa como nós, que nos quer bem, que nos interessa.

E, o convívio de almas tem sido, talvez, a marca mais profunda, sadia, amorosa, que as Jornadas têm deixado nos que nelas participam. Se puder vir, inscreva-se antes que esgote, pode fazê-lo on-line em http://goo.gl/forms/ POSKxE4OKi ou pelo telefone 966460878. Vai gostar, temos a certeza, mas prepare - -se porque se vier não vem apenas assistir a alguém que vai falar, mas em participar com a sua presença, a sua alegria, os seus fluidos, com a sua participação ativa.

Vale a pena. Apareça! MARÇO.ABRIL.2015 Evento habitualmente realizado no auditório municipal de Óbidos teve este ano de procurar um espaço maior, pois o auditório lotava três meses antes da data de realização, ficando muitas inscrições de fora: este ano decorre em 1 e 2 de maio e será num espaço bem maior, o auditório do Hotel Vila D’Óbidos. Conta com o apoio da Federação Espírita Portuguesa e da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP).