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Opinião (pág. 14)

Jornal de Espiritismo nº 69 · Dezembro 2015Página 146 min

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Desde o tempo do aparecimento do Espiritismo (doutrina espírita) em 1857 que Allan Kardeco sábio francês que pesquisou e compilou as ideias espíritas envidas pelo mundo espiritual, um pouco por todo o mundo) sempre enfatizou a necessidade da divulgação da Doutrina Espírita. Fê-lo com a edição de livros, com a edição de revistas (Revista Espíritacom palestras, debates, trocas de correspondência e viagens por França.

Emmanuel (o Espírito que foi guia espiritual do médium Francisco Cândido Xavier) referiu-se a certa altura que a melhor caridade que podia ser feita com o Espiritismo era divulgá-lo. Allan Kardec preconizou e “profetizou” na sua época que o Espiritismo seria divulgado pelas artes, pelas actividades culturais e nos grandes órgãos de comunicação social à escala mundial. Com o aparecimento da Internet vemos a grande auto-estrada da Informação abrir as portagens ao Espiritismo, nessa viagem inevitável pelos tempos fora.

Vemos a Doutrina Espírita no teatro, no cinema, na televisão (novelas, entrevistas, debates, etc…), na música, nas academias e onde o homem estiver. No entanto, uma divulgação que reputamos de fundamental e à qual não podemos fugir de momento é a do livro espírita. O livro espírita é o repositório dos seus conceitos científicos, filosóficos e morais. O livro espírita pode ser traduzido para todas as línguas do planeta podendo chegar a qualquer pessoa, por exemplo por via electrónica.

Foi no livro que Kardec deixou o seu legado. Foi no livro que os cientistas do século XIX e seguintes têm marcado a sua posição. Foi pelo livro que Francisco Cândido Xavier (o maior médium do século XX) deixou precioso legado à humanidade, assim como Divaldo Franco, José Raul Teixeira e tantos outros. Numa altura em que muitos espíritas utilizam o livro para ganhar dinheiro e não para educar, esclarecer e consolar, numa altura em que livros antidoutrinários são vendidos a pretexto de ajudarem obras de caridade, polui-se a essência do Espiritismo à custa da caridade ao próximo, confundindo e caricaturando a Doutrina Espírita.

Nestes últimos dois anos temos verificado um notável trabalho de divulgação espírita efectuado pela Federação Espírita Portuguesa (FEP), publicando em Portugal títulos espíritas que anteriormente vinham do Brasil. Com este trabalho a FEP dispõe dos mesmos livros, em tamanho superior, a metade do preço de outrora, com melhor qualidade gráfica e com capas melhoradas. Para além de todo este trabalho enorme, de foto loucomotiv Estamos na “era do marketing”, onde tudo se vende, tudo se impõe, isto em termos materiais.

Se precisamos de algo novo, usado ou velho, temos mercados específicos onde encontramos o que procuramos. E no que tange à parte espiritual? Que fazem os espíritas para divulgar (e não vender, impor) a doutrina espírita? Como se divulga ou deve divulgar? Em que termos, onde, como? Tantas respostas a encontrar… MARÇO.ABRIL.2015 CODIFICAÇÃO ESPÍRITA Livros de Allan Kardec: •O que é o Espiritismo, •O Livro dos Espíritos, •O Evangelho Segundo o Espiritismo, •A Génese, •O Céueo Inferno, •O Livro dos Médiuns, •Obras Póstumas, •Viagem Espírita, •12 volumes da colecção “A Revista Espírita”.

Que livros devo ler, perguntam muitas pessoas? Deixamos aqui a nossa opinião pessoal, sobre que livros ler e que sequência: CLÁSSICOS: •Leon Denis •Ernesto Bozzano •Gustavo Geley •Cesar Lombroso •Gabriel Delane •Alexandre Aksakof •Camille Flammarion grande importância para o Espiritismo em Portugal, a FEP disponibiliza ainda uma livraria electrónica em “feportuguesa.pt” onde qualquer pessoa pode adquirir “on - -line” livros espíritas que são enviados para casa do comprador.

Os centros espíritas dispõem ainda de uma pequena margem de lucro (para além dos preços de per si já reduzidos e da qualidade dos livros). É obrigação moral de todos nós, espíritas portugueses, apoiarmos o bem onde ele se manifesta, seja com quem for e onde for e, este projecto livreiro da FEP merece todo o apoio dos espíritas portugueses. Questionado sobre o assunto, o presidente da FEP, Vítor Féria, refere que se cada centro espírita comprasse 3 exemplares de cada título, este projecto (de todos os espíritas) seria um êxito enorme a proporcionar ainda maiores voos… Uma sugestão para todos pensarem!

A cada um de acordo com as suas obras… Por José Lucas (texto sem acordo ortográfico) CONTEMPORÂNEOS: •Deolindo Amorim, •José Herculano Pires, •Jorge Andrea dos Santos, •Hernâni Guimarães Andrade •Chico Xavier, •Divaldo Franco, •José Raul Teixeira •Outros… Na venda do livro espírita, em vez de concorrência, deve haver convergência Allan Kardec preconizou e “profetizou” na sua época que o Espiritismo seria divulgado pelas artes, pelas actividades culturais e nos grandes órgãos de comunicação social à escala mundial.

tridimensional que, aliás, é apenas um produto da nossa mente. A mais recente hipótese avançada é, pois, a teoria das branas, de Randall. O que é especial nas branas é que as partículas a elas confinadas têm o seu próprio movimento, tal como as gotas de água na superfície da cortina do duche. Assim, as branas permitem imensas novas possibilidades para a explicação física das dimensões extra, porque o comportamento das partículas nessas dimensões será semelhante ao que teriam nas 3 dimensões que já conhecemos.

Isto permite incluir as branas na teoria geral das cordas e, por conseguinte, conceber a existência de dimensões extra incrivelmente grandes, o que abre caminho para a sua demonstração empírica. Assim, segundo a cientista, um mundo a 4 dimensões seria idêntico a um com 3. Logo, as evidências relativas às 3 dimensões espaciais podem servir para uma teoria que contempla 4 dimensões. Esta teoria acrescenta, pois, novos fundamentos aos trabalhos de Mello e Souza, Jordan, Zollman e do próprio Herculano Pires.

Mais: facilita o suporte empírico a fenómenos, tais como o “apport”, clarividência, telepatia, pós e precognição, os quais escapam às definições clássicas de passado, presente e futuro, bem como a barreiras e distâncias materiais. Conseguimos ainda perceber que os seres não encarnados estejam por toda a parte e ao nosso lado mesmo sem os vermos (“O Livro dos Espíritos”). O ser humano existe num universo ilimitado, mas apenas um pequeno segmento cai no âmbito da nossa experiência.

E é esta parcela que nos pode aprisionar, não é o universo existente. O que nos perturba é o universo experimentado. Esse é o nosso fardo e é ele que produz gostos e aversões que nos prendem a sucessivas reencarnações. Portanto, o ego é a base para o universo experimentado. Por causa do espaço sinto a limitação, por causa do tempo sinto trauma, a pressão, a preocupação, o medo. E tempo, espaço e dualidade surgem por causa do ego.

Logo, precisamos do espírito para realmente entendermos a ilusão que tempo e o espaço são, caso contrário é como tentar contar até 100 sem o algarismo 1. Desta forma, conseguimos entender este excerto de “A Génese”: “A Natureza jamais se encontra em oposição a si mesma. Uma só é a divisa do brasão do universo: unidade-variedade. Remontando à escala dos mundos, encontra-se unidade de harmonia e de criação, ao mesmo tempo que uma variedade infinita no imenso jardim de estrelas.

Percorrendo os degraus da vida, desde o último dos seres até Deus, patenteia-se a grande lei de continuidade” (Cap. 6: 11). Entendemos, assim, que o mundo criado não pode ser separado do criador, pois, se a causa material existisse separada do criador, e se estas fossem coisas diferentes, de onde surgia o material? E quem criou o espaço? Que espaço deu origem ao material? Tempo e espaço fazem parte do mesmo pacote, na criação.

Imagine um músico que vai dormir. No sono, ele não sabe que é músico. No sono, ele não é um músico. Da mesma forma, tudo o que está aqui é Deus. Ninguém pode dizer «eu acredito em Deus». Deus não é algo em que se acredite. Deus é para ser compreendido. A criação inteira é Deus. Não existe nada separado dele. Portanto, não dizemos que há um deus ou deuses. Dizemos que há somente Deus e esta afirmação não choca com que de mais avançado a Física vai propondo, bem pelo contrário.

Posto isto, consegue dizer - -me qual é a importância de uma gota de orvalho num lugar inundado? Qual é a importância de um indivíduo humano na criação?