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Opinião (pág. 15)

Jornal de Espiritismo nº 70 · Maio 2015Página 152 min

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Na semana anterior, já tinha sido alvo de profunda e profícua troca de ideias entre as cerca de 25 pessoas presentes. Desta vez, à guisa de introdução, vimos um vídeo retirado do Youtube, do programa “Transição”, onde Divaldo Pereira Franco, médium e conferencista espírita, dissertava sobre o casamento e o divórcio. Os cerca de 28 minutos do vídeo foram sorvidos em silêncio, parecendo ter durado apenas cerca de 10 minutos.

O debate, posterior, seguiu-se animado, com ideias das mais diversas, testemunhos e, procurando encontrar pontos de equilíbrio entre os diversos pontos de vista. A páginas tantas, Manuel levantou a mão. Tendo-lhe sido dada a palavra, dispara: “Depois de ouvir o Divaldo Franco, concluímos que, afinal, é fácil levar por diante o casamento” ao que, Vítor, ao seu lado, rematou: “Pois, o problema é o orgulho”. Quase no fim da reunião, o mesmo Vítor tem uma tirada de mestre: “Ora bolas, porque é que isto não é ensinado lá fora, na sociedade?

”. Ficamos a meditar naquelas intervenções oportunas e certeiras. A expressão “Afinal é fácil” continuava a bailar na cabeça de todos nós... Se “afinal é fácil”, porque existem tantos divórcios, tantas separações, tanta violência? O busílis da questão voltava inevitavelmente para os ensinos de Jesus de Nazaré, quando sugeria “não fazer ao próximo o que não desejamos para nós”. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, tem um texto notável, intitulado “O Homem de Bem” que aponta o que ser, sentir, pensar e agir para se poder ser feliz.

Embrulhando as atividades da vida no respeito mútuo, na tolerância, na comfoto loucomotiv Uma reunião de estudo espírita, desta vez subordinada ao tema “O casamento e o divórcio”, tomou conta do espaço entre as 17h15 e as 18h30, naquele sábado ensolarado. MAIO.JUNHO.2015 foto loucomotiv soas, as relações interpessoais, as diferenças, aprendendo, com paciência, a discordar com ternura, com benevolência e generosidade.

É também a oportunidade de, agindo, ensinar o outro, ao invés de, falando, querer mudar o outro, a sua maneira de pensar e de agir. Excluindo as situações em que um dos cônjuges quer mesmo mudar de vida, excluindo as situações lamentáveis de violência física ou psicológica, sentindo, pensando e agindo como o Espiritismo nos sugere, a vida torna-se melhor, mais tranquila, com mais sentido e, naturalmente, mais feliz para todos os envolvidos no laboratório doméstico, onde as almas se vão aprimorando, com vista a novos rumos mais felizes no futuro, em futuras reencarnações.

Em pleno século XXI, aquelas 25 pessoas aperceberam-se, na sequência de um “pensar alto” de um dos elementos, que “afinal é fácil” superar as dificuldades no casamento, bem como nas relações interpessoais, de um modo geral. Se remontarmos aos ensinos de Jesus de Nazaré, há mais de 2 mil anos, questionamo-nos porque a humanidade, apesar do imenso avanço tecnológico, continua no campo ético-moral, praticamente estagnada.

Se nos despojarmos do orgulho, verificamos que... afinal é fácil! Texto: José Lucas Se “afinal é fácil”, porque existem tantos divórcios, tantas separações, tanta violência?