79 — índice de conteúdos

Correio Novembro.dezembro.2016

Jornal de Espiritismo nº 79 · Outubro 2016Página 34 min

Partilhar
Idioma

CORREIO NOVEMBRO.DEZEMBRO.2016 “Desapareceu-me um animal!” Chegam a par e passo por e-mail as interpelações. O missivista de serviço não tem mãos a medir. Resta dizer que esta é uma escolha de mensagens quase aleatória. Alguém chamado Jorge escreve assim em 29 de julho: «Há muito que acredito que a Terra é uma escola de aprendizagem e um lugar de passagem e que as pessoas (e animais) que fazem parte das nossas vidas têm um papel muito importante nesse processo.

Venho ao vosso contacto porque estou a viver um dos momentos mais angustiantes da minha vida e, depois de esgotados todos os recursos, só me resta uma possibilidade para encontrar alguma paz. A questão tem a ver com um animal. Trato os meus animais com o maior respeito, pois acredito que também eles têm sentimentos. Recentemente desapareceu-me um animal que vivia comigo há cerca de 12 anos. Procurei por toda a parte, coloquei cartazes, participei à GNR, divulguei nas redes sociais, palmilhei terrenos, contactei veterinários e nada encontrei.

Cresce em mim a angústia e desespero de que possa ter morrido em sofrimento. Aceito a morte, mas perturba-me a ideia de que o sofrimento possa existir. Tranquilizava-me a ideia de saber de que apesar de (eventualmente) morto o animal está em paz e gostaria de ter a possibilidade de lhe transmitir a ideia de que o amo muito e o deixo partir em paz. Julgo ser mais comum as pessoas quererem saber de espíritos de outras pessoas que partiram do que animais.

Mas, como disse, os animais merecem-me o mesmo respeito. A minha questão é: podem ajudar-me e/ orientar-me nesta situação? Recorro a vós como última possibilidade para aliviar esta minha dor. Aguardo o V/ contacto. Muito obrigado». E a resposta seguiu sem grande demora: «Caro Jorge, recebemos a sua mensagem. Oxalá já tenha havido o reencontro, mas se assim não foi compreendemos a dificuldade que atravessa, pois eu próprio já tive animais de estimação que despertaram no meu mundo interior grandes laços afetivos e sei quanto me custou atravessar a inevitável partida.

A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) não realiza reuniões mediúnicas, já que é um grupo de trabalho ligado à divulgação da filosofia espírita. Porém, vários dos seus membros, nas associações da cidade em que residem, colaboram em reuniões desse teor. Para quem não conhece em profundidade a doutrina espírita pode parecer estranho que os Espíritos desencarnados não venham dizer por um médium o que aconteceu numa certa situação ou onde se encontra alguém raptado, por exemplo.

Isso não quer dizer que não intervenham, mas indiretamente, sem que as pessoas se apercebam, se isso não contrariar o quadro provacional previsto para a passagem terrena, o que ocorre sempre com finalidades educativas e nunca punitivas por parte das leis naturais. Por vezes achamos que os Espíritos só porque estão no Plano Espiritual tudo devem saber, porém, na verdade, nua e crua, eles são apenas pessoas tal qual nós próprios, só que sem corpo material.

Têm de facto um corpo espiritual, o perispírito, mas isso regra geral não lhes dá propriedades muito além das nossas. Por outro lado, a prática mediúnica não funciona como um telefonema para o 112. Como todo o fenómeno natural exige, para que aconteça, é imperioso que se juntem uma série de condições para que se processe a sua ocorrência. É também o fenómeno mediúnico uma tentativa de comunicação, mais ou menos bem resolvida, e como tal está sujeita a todo o tipo de ruído.

Acentuamos isto para que perceba que não há má vontade no atendimento do seu pedido, mas a ideia que temos do mundo espiritual, orientado por Deus em toda a sua sabedoria, nem sempre corresponde à realidade. Inobstante, excepcionalmente pode ocorrer de forma espontânea algo como isto (caso de mensagem mediúnica de alguém desencarnado aceite em tribunal brasileiro), embora não seja frequentehttp://artigosespiritaslucas.

blogspot.pt/2016/07/mensagens-espiritas-aceites-em-tribunal.html. Houve também alguns casos nos EUA em que uma médium, que não é espírita, colaborou com a polícia e daí derivou até uma série de televisão. Parece-nos, dentro das nossas limitações, que o melhor será atenuar a angústia que concentra em torno do facto. Os estados de alma que mantemos têm normalmente repercussão nos alvos a que se dirigem. Procure orar com a paz possível e pedir a Deus que ampare no seu cuidado o seu amigo de outra espécie e decerto será atendido.

Esperamos que compreenda as nossas limitações reais e desejamos que tudo lhe corra muito bem, apesar do quadro de dificuldades que todos podemos normalmente atravessar enquanto beneficiamos da bolsa de estudo que é a passagem no plano material por este belo planeta que nos acolhe». “Quando sonhamos com uma pessoa” Em 16 de agosto Patrícia indaga: «Quando sonhamos com uma pessoa que está muito longe de nós morta ou ainda viva e sentimos que se fosse real, seria um encontro de almas?

». A resposta foi enviada: «Face ao que diz, nos nossos sonhos pode haver um encontro de almas ou não. Existem diferentes tipos de sonho à luz do espiritismo. Há os sonhos do subconsciente, os mistos e os reais. Os primeiros são o reflexo das nossas preocupações do dia-a-dia basicamente. Os segundos contêm elementos do subconsciente misturados com passagens que realmente aconteceram em desdobramento. E os terceiros refletem experiências que temos em desdobramento, ou seja, exteriorizados do corpo material.

A doutrina espíritaou espiritismoesclarece que somos Espírito e temos corpo espiritual (perispírito) e corpo material ou físico. Se desejar ver, encontra uma abordagem de cerca de 15 minutos sobre este tema no canal da ADEP no Youtube. Caso deseje aprofundar o tema, deixamos o link do site da ADEP onde existem associações espíritas espalhadas por Portugal. Não conhecemos todas, mas pode procurar uma em que se sinta bemhttp:// adeportugal.

org/adep/index.php/centros - -espiritas/pesquisar-distrito Saudações fraternas!». foto ulisses.com.pt Os estados de alma que mantemos têm normalmente repercussão nos alvos a que se dirigem.