Opinião (pág. 15)
Jornal de Espiritismo nº 84 · Setembro 2017Página 153 min
Homens e mulheres, velhos e novos, to- dos se veem cada vez mais envolvidos por estes novos meios de comunicação. Com o advento da internet e destas novas redes, assistimos a uma mudança na for- ma como interagimos uns com os outros. Como disse Rogério da Costa, Professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, “as comunidades virtuais são uma nova forma de se fazer sociedade”. Estamos portanto perante um momento único na história da Humanidade: a possi- bilidade de partilhar conhecimentos, difi- culdades e ideias de forma praticamente instantânea com pessoas para lá das co- munidades tradicionais, ou seja, pessoas às quais nos ligamos pela partilha de in- teresses e não necessariamente pela pro- ximidade física.
Apesar da sua notória popularidade – o Facebook® já conta com mais de mil milhões de utilizadores –, muitas são as vozes que se levantam e alertam para os perigos e malefícios das redes sociais: o “cyberbullying”, as discussões e as crí- ticas, as notícias falsas e muitos outros fenómenos crescem a cada dia nestas comunidades. Muitas vezes, o facto de não nos encontrarmos cara a cara e de comunicarmos de forma impessoal, faz com que haja maior tendência para a indelicadeza e para a agressão.
A comu- nicação rápida e momentânea potencia também as respostas irrefletidas e os mal-entendidos. A verdade é que as redes sociais estão nas nossas mãos e cabe a cada um de nós decidir o que fazer com elas: mas como é que as podemos utilizar para o bem? Se, no entanto, nos focarmos no que es- tas redes têm de bom, percebemos que nos podem ajudar a encontrar velhos amigos, a conhecer pessoas novas e a trocar ideias sobre assuntos de particular interesse.
Ao contrário do que se poderia pensar, as redes sociais como o Face- book® não nos retiram da vida social dita real, mas proporcionam uma ferramenta que permite manter o contacto entre pes- soas que vivem em locais e comunidades diferentes. Mais, este tipo de rede social tem sido muito útil para a comunicação em diversas populações como vizinhos, investigadores, trabalhadores de um dado grupo, etc. A verdade é que as redes sociais estão nas nossas mãos e cabe a cada um de nós decidir o que fazer com elas: mas como é que as podemos utilizar para o bem?
Muitos são os exemplos que nos ajudam a perceber a resposta a esta per- gunta. Um desses casos é o patologista americano, Jared Gardner, que ganhou vários prémios pelo seu papel nas redes sociais. Enquanto médico, criou e aderiu a vários grupos e páginas de discussão, permitindo trocas de ideias entre profis- sionais de saúde e esclarecimento de dú- vidas aos próprios doentes, muitos deles de países longínquos. Também no movimento espírita é possí- vel encontrar exemplos de sucesso das redes sociais.
O grupo que participou este ano no Curso Básico de Espiritismo do Centro Espírita Caridade e Amor, na cidade do Porto, criou um grupo no Fa- cebook® para discussão de dúvidas e ideias que foi, sem dúvida, muito útil para todos os que aderiram. No Instagram®, rede social muito utilizada pelos mais jo- vens, multiplicam-se perfis que partilham imagens e textos úteis sobre espiritismo como @espiritismodadepressao ou @ani- maiseoespiritismo.
O Youtube®, muito conhecido e utilizado para a partilha de vídeos, também é bastante utilizado pela própria Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e pela Fe- deração Espírita Portuguesa e conta com uma conta muito popular entre os jovens espíritas (https://www.youtube.com/me- ninasespiritasvlog) que vale a pena co- nhecer. Vendo o potencial e os benefícios das redes sociais, vale a pena conhecê-las e utilizá-las como ferramenta de trabalho e de aprendizagem.
Porque não criar um grupo de Facebook para o centro espíri- ta que frequenta? Ou um perfil no Twitter para partilha de citações espíritas? Fica o desafio! Texto – Joana Santos Redes sociais: uma geração que já é de todos nós foto arquivo Facebook®, Whatsapp®, Twitter®, Instagram®, Youtube®. Estas são as redes sociais mais utilizadas por todo o mundo e que invadiram os nossos computadores, os nossos telemóveis e muitas horas da nossa vida.
