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Cinema / Literatura

Jornal de Espiritismo nº 92 · Janeiro 2019Página 176 min

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CINEMA / LITERATURA Queres ser o meu Vizinho? Fora dos EUA, pouca gente conhece Fred Rogers. Em 1968, desagradado com a abundância de programas infantis que estimulavam à violência, ele criou o programa “Mister Rogers’ Neighborhood” (A Vizinhança do Senhor Rogers), que esteve no ar mais de 30 anos na televisão pública Americana, até 2001. Direcionado para um público até aos 6 anos, Fred Rogers falava diretamente para os pequenos espectadores abordando diversos assuntos, embarcando-os numa viagem por experiências, músicas, interações e conversas com os outros vizinhos e personagens encarnadas por pequenas marionetas a quem Mister Rogers emprestava a voz.

Cada episódio e cada música eram preparados cuidadosamente para oferecer às crianças instrumentos para lidar com os dramas da infância: o crescimento, a rivalidade, a solidão, a raiva e até alguns assuntos mais delicados como a morte, a guerra, deficiência, conflitos sociais, raciais e violência. Utilizando como ferramentas a doçura, a compaixão, gentileza, a bondade, a honestidade e integridade, ele procurava criar um ambiente de conforto e confiança, utilizando os silêncios e uma cadência adequada às atividades em causa.

Ele queria que as crianças aprendessem que os seus sentimentos e emoções eram tangíveis, mensuráveis e geríveis. Durante as várias décadas em que o seu programa esteve no ar, Fred Rogers tornou-se mesmo um herói para crianças de sucessivas gerações, admirado não pelos seus super-poderes mas pelo seu carácter genuíno, bondoso e terno. O documentário “Won’t You Be My Neighbor?”, aclamado pela crítica e vencedor de vários prémios cinematográficos, é um filme de uma profundidade rara e altamente enriquecedor.

Através de entrevistas e imagens de arquivo, mas também de conversas atuais com pessoas muito próximas de Fred Rogers, procura retratar a vida deste homem extraordinário e do seu programa. O que se torna curioso é que, apesar de se centrar na história deste homem peculiar, na realidade leva-nos a pensar mais em nós próprios e na forma como orientamos a nossa vida, como passamos a nossa infância, como tratamos as crianças à nossa volta e como as estamos a influenciar com os nossos comportamentos.

É uma viagem inspiradora e introspetiva à vida e obra de Rogers, um pacifista que ao longo de várias décadas ininterruptas na televisão pública procurou semear a ideia que existe uma faísca divina em todos nós que precisa de ser acarinhada e estimulada. A sua mensagem de compaixão, apelo à compreensão e preocupação com as crianças é, ainda hoje, inquietante e comovente, sendo precisamente o tipo de filme que o mundo precisa neste momento.

Estando o debate sobre a qualidade da nossa televisão a ser mais necessário do que nunca, este documentário é uma peça essencial para compreendermos que, num mundo tão rápido e tecnológico, são necessários programas de qualiO que é o Espiritismo Começamos por esclarecer que o título do livro ─ O QUE É O ESPIRITISMO ─ é uma afirmação de Allan Kardec e não uma interrogação, como recorrentemente vemos muitos espíritas dizerem.

O Codificador diz o que é o Espiritismo e não pergunta o que ele é. Este pequeno trabalho do Codificador, na forma, mas gigante no conteúdo, mostra - -nos a sua grandeza intelectual e moral, que só raros espíritos que passaram pela Terra atingiram. Trabalho desconhecido de muitos espíritas, que deveria ser lido e relido todos os anos, para apreendermos a essência do conhecimento espírita e assim nos apetrecharmos de elementos que melhor nos ajudarão a divulgá-lo e a defendê-lo de forma conveniente.

Quem o diz é o saudoso professor José Herculano Pires, que Chico Xavier dizia ser o maior intérprete conhecido do pensamento de Allan Kardec. Herculano Pires afirma que Allan Kardec foi o criador da disciplina, hoje usual, intitulada de INTRODUÇÃO, conforme extracto do seu pensamento sobre o livro, que registamos: «Resta acentuar a importância destes livros de iniciação [“O que é o Espiritismo” (1859), “O Espiritismo na sua mais simples expressão” (1862) e “Resumo da lei dos fenómenos espíritas” (1864)] no dade para as crianças e que os pais têm responsabilidades sobre os conteúdos que os seus filhos consomem.

Nos primeiros minutos do documentário é exibido um pequeno trecho de um episódios mais antigos na década de 60, em que a marionete Rei Sexta-feira 13 decide opor-se à mudança. Por causa disso, ele constrói um muro à volta do seu reino. Para convencê-lo a mudar de ideias, alguns dos outros personagens da vizinhança resolvem atirar balões para além do muro com mensagens como “Amor”, “Coexistência Pacífica”, “Amizade”, enternecendo o coração do rei.

O muro não se aguentou e veio mesmo abaixo. À saída de cada programa, Mister Rogers virava - -se para trás e dizia para as crianças: “Faz sempre de cada dia um dia especial. Tu tabes como: Sendo simplesmente tu próprio. Só existe uma pessoa em todo o mundo como tu e as pessoas gostam de ti exatamente como és. Eu estarei de volta. Adeus.” Titulo Original: “Won’t You Be My Neighbor?” Realizador: Morgan Neville Ano: 2018 Duração: 94 minutos Carlos Miguel tocante ao aspecto metodológico do ensino espírita.

Com eles Kardec inaugurou no Espiritismo uma disciplina hoje indispensável em todas as escolas de estudo superiores de Ciência, Filosofia, Religião, Artes e Técnicas: a “INTRODUÇÃO”. Com o seu agudo senso de professor formado na escola pestaloziana e orientado pela disciplina e o rigor lógico do pensamento francês, Kardec imprimiu a forma decisiva a essa disciplina no campo do conhecimento espírita.» Esta pérola do pensamento do Sábio de Lyon, está dividida em três capítulos: Capítulo I – Pequena conferência Espírita, que engloba três diálogos: 1.

º diálogo – O crítico, com 16 questões; 2.º diálogo – O céptico, com 38; 3.º diálogo – O sacerdote, com 19 questões, que abrangem objecções em nome da religião. Capítulo II – Noções elementares de Espiritismo, com 104 itens, que resumem «O Livro dos Médiuns». Capítulo III – Solução de alguns problemas por meio da Doutrina Espírita, com 58 itens que vêm na sequência dos do capítulo II (do 105 até ao 162), e que constituem o resumo de «O Livro dos Espíritos».

Em virtude da confusão que ainda existe em muitas mentes a respeito da constituição do homem, mencionamos o item n.º 14 e a observação que segue o mesmo: «A união da alma, do perispírito e do corpo material, constitui o homem. Separados do corpo, a alma e o perispírito constituem o ser denominado Espírito. [com letra maiúscula] Observação: A alma é, desse modo, um ser simples; o Espírito um ser duplo e o homem um ser tríplice.

Seria, pois, mais exacto reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente e a palavra Espírito para o ser semimaterial formado por aquela e o corpo fluídico. Como, porém, não se pode conceber o princípio inteligente destituído completamente de matéria, nem o perispírito sem estar animado pelo princípio inteligente, as palavras alma e Espírito são, no uso comum, indistintamente empregues, originando a figura que consiste em tomar a parte pelo todo.

» Por Carlos Alberto Ferreira JANEIRO.FEVEREIRO.2019 foto direitos reservados Como conheceu o Espiritismo? Diana Santos – Tive contacto com manifestações espíritas, devido à mediunidade de uma avó, desde a infância. Frequenta algum centro espírita? Diana Santos – Frequento esporadicamente a APA (Associação Espírita Paz e Amor) de Viana do Castelo. Qual a sua opinião acerca do “Jornal Espiritismo”? Diana Santos – O “Jornal de Espiritismo” é de fácil leitura, com uma agradável apresentação gráfica.

Contém temas pertinentes e sempre atuais que nos dão uma visão ampla da vida. Permitem-nos refletir sobre vivências, medos, dúvidas, mitos. É uma fonte de informação e conhecimento. Do que já conhece do Espiritismo, ele mudou alguma coisa na sua vida? Diana Santos – Numa fase da minha vida em que tudo era dor, angústia e desespero, foi o meu porto de abrigo. Aliás, foi tão real, palpável, construtor, que permitiu literalmente “colar” os cacos em que me fragmentei.

Diana Santos reside em Viana do Castelo, na região Norte de Portugal, conta 49 anos e é enfermeira. IMPRESSÃO DIGITAL Após a desencarnação alguns Espíritos permanecem ligados aos lugares a que se afeiçoaram durante a vida, ficando uns na sua residência, outros no lugar onde se deu a transição para o mundo espiritual, não acreditando que já não possuem corpo físico?