92 — índice de conteúdos

Entrevista a frequentadores Sabia que?

Jornal de Espiritismo nº 92 · Janeiro 2019Página 183 min

Partilhar
Idioma

A primeira experiência mediúnica de Francisco Cândido Xavier foi aos cinco anos de idade, quando a sua falecida mãe o passou a visitar em Espírito acarinhando-o e aconselhando-o a ter paciência com as dificuldades por que estava passando? Incluído nas práticas do Espiritismo como auxiliar dos recursos terapêuticos comuns, o passe espírita é aplicado no Centro Espírita, gratuitamente, seguindo o exemplo de Jesus?

O fenómeno de pneumatografia (escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio da mão do médium) foi obtido pela primeira vez em França pelo barão de Guldenstubbé, sendo notáveis os resultados de experiências em lugares improvisados, contando-se entre eles o Museu do Louvre, Catedral de Saint-Denis, Abadia de Westminster, bem como em alguns cemitérios, igrejas e ruínas antigas? A encarnação num corpo que morre poucos dias depois de nascer é de importância quase nula para o Espírito, pois o ser não tem consciência bastante desenvolvida da sua existência, tratando-se, frequentemente, de uma prova para os pais e, consequentemente, útil?)

Era uma vez um casal de camponeses que vivia numa pequena aldeia. Como possuíam algumas terras e as cultivavam, conseguiam viver sem que lhes faltasse o essencial para comer, contudo faltava-lhes o principal...Paz. Ao redor da sua pequena, mas confortável casa viviam uns vizinhos que tinham muita inveja da vida que o casal levava. Estes vizinhos arranjavam problemas todos os dias. Era um desatino total. Era por causa do cão, por causa do gato...

enfim, era um tormento constante. Não havia sossego. Como se não bastasse, todos os dias ele alargava a cerca do seu terreno para ir tirando do terreno vizinho que era do casal de camponeses. O camponês, como não queria conflitos, nunca dizia nada. Certo dia, quando o camponês foi ao campo, verificou que a cerca já açambarcava todo o seu terreno e, com muito jeitinho, disse ao vizinho, que se encontrava também por ali a fazer os seus cultivos: - Ó vizinho, então que vem isto a ser?

O meu terreno era tão grande como o seu e agora já lhe pertence todo? - Pois é… este terreno pertence-me todo. - Não, não pertence. Metade é meu. - O senhor diz que metade deste terreno é seu, mas eu digo que não é. - Metade é meu. – Repetiu o lavrador. - Não é – insistiu o vizinho. - É – voltava o lavrador. - Então se não estamos de acordo, vamos fazer uma aposta e ver quem ganha. Cada um de nós fará uma pergunta ao outro e ganha quem der a melhor resposta.

Quem perder, nunca mais dirá nada ao outro para o arreliar. O camponês achou a situação ridícula, pois se o terreno já era seu e ele nunca arreliava o vizinho, porque tinha que fazer esta luta? Mas, por outro lado, se não o fizesse, o vizinho nunca mais lhe daria paz e, confiando na sua astúcia, aceitou o desafio. - Vamos então a isso… – disse o lavrador, com alguma tristeza. O vizinho pôs-se a pensar, a pensar e, passado alguns minutos, disse: - Diga-me então, quantas pás são precisas para esvaziar toda a areia da nossa praia, aqui ao lado?

Como o lavrador era realmente muito sábio, de modo tranquilo respondeu: - Depende do tamanho da pá. Se for do tamanho da praia, só será necessário utilizá-la uma única vez. Se ela for metade da praia, teremos de a usar duas vezes. A resposta era de facto sábia. Aborrecido, o vizinho esperou para ouvir qual a pergunta que lhe iria calhar. O lavrador afastou-se um pouco e pôs um pé fora e o outro dentro do terreno. - Estou a entrar ou a sair do terreno?

O vizinho olhou para ele enraivecido, pois qualquer resposta estaria errada. Foi para casa e nunca mais voltou a arreliar o casal de camponeses, que finalmente conseguiram paz. Autor desconhecido Má vizinhança INFANTIL POR MANUELA SIMÕES 06 Eurípedes Barsanulfo, um dos expoentes na divulgação espírita no Brasil, conheceu a Doutrina Espírita em 1903, por intermédio de seu tio, Sinhô Mariano, que, além de explicar ao sobrinho os pontos básicos da doutrina, lhe emprestou o livro “Depois da Morte” de Léon Denis?