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Edição nº 54

Consciência Animal, Ética e Desafios da Atualidade

201220 páginas

Esta edição aborda a visão espírita sobre a consciência animal após declarações científicas bombásticas, analisa a participação cívica e política face à crise sob a ótica da fraternidade e discute temas sociais como a homossexualidade e a função do casamento. Inclui ainda reflexões sobre a solidariedade no cinema e orientações sobre como lidar com manifestações mediúnicas na adolescência.

  • Os mamíferos e as aves têm consciência, afirmou o neurocientista Philip Low.
  • É pela omissão dos bons que os maus com frequência dominam a Terra.
  • A homossexualidade não é uma opção, mas sim uma orientação sexual que deve ser vivida com dignidade.
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4 ANO |X JD JORNAL DE ESPIRITISMO SETEMBRO.OUTUBRO.2012 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL BEREIDRO ULISSES [0PES | PREÇO € 0.50 À conscliência dos animais A notícia chegou bombástica: «Os mamíferos e as aves têm consciência», disse Philip Low. O neurocientista afirmou que admite a existência da consciência nos animais e citou exemplos como o de polvos, de aves e mamíferos, entre outros. O espiritismo refere a longa evolução do princípio inteligente em vários patamares da natureza: poderá existir algum conflito entre esta doutrina e as declarações deste grupo de cientistas? OPINIÃO As touradas Férias, animação, emigrantes, turistas, sol, alegria, cultura, eventos musicais entre outras atividades. Nalgumas cidades, as touradas são também uma tradição. O que tem o espiritismo tem a ver com isso? 10 SOCIEDADE CINEMA Favores em cadeia Trevor McKinney leva o trabalho proposto por um professor muito a sério e tem uma ideia simples: Ele pretende ajudar três pessoas, pedindo-lhes que, em troca, cada uma delas faça o mesmo a outras três e assim sucessivamente até se formar uma enorme cadeia solidária. SETEMBRO.OUTUBRO 2012 02 . JORNAL DE ESPIRITISMO Sempre aconteceu assim: textos veneráveis acabam por ser manipulados e passam a servir interesses duvidosos, sem que tenham de alguma forma sugerido qualquer tipo de violência. "Com a espada feriste, com ela serás ferido”, dizia-se numa moldura vingativa entre impropérios de “Morte aos infléis” em plenas cruzadas medievais, enquanto donos dos grandes negócios transnacionais esfregavam as mãos de contentes. A sabedoria do evangelho capaz de se refletir nas atitudes descaía dando espaço ao crime e, se preciso fosse, um séquito de assessores haveriam de varrê-la para debaixo de um qualquer tapete. Mais tarde, aparentemente condoída, a Inquisição que, como se sabe, levava apenas de santa o nome, fazia arder “blasfemos” em praça pública, muitos deles cidadãos ricos, a f