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Capa da edição nº 26 do Jornal de Espiritismo

26Jornal de Espiritismo nº 26

Janeiro 2008 · 20 secções · ≈ 71 min de leitura

Esta edição do Jornal de Espiritismo foca na relevância de Allan Kardec e entrevistas sobre experiências pós-morte e crianças que recordam vidas passadas. Aborda ainda a busca pela abundância financeira e espiritual, a crónica "Amandine" com questões infantis sobre espíritos, e uma discussão sobre a pena de morte. Inclui também o "Consultório Dores Crónicas e Obsessão", que explora as causas espirituais e a abordagem espírita para a saúde, enfatizando a importância do diagnóstico médico. A edição também apresenta uma reflexão sobre a maledicência e uma história inspiradora sobre a providência divina.

Espiritismo
Allan Kardec
Mediunidade
Vida após a morte
Dores crónicas
Abundância

Capa

Página 11 min

PUBLICIDADE PUBLICIDADE Jornal Espiritismo Ano V | N.º 26 | Jornal Bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director . Ulisses Lopes | Preço € 0.50 JANEIRO . FEVEREIRO . 2008 foto loucomotiv ALLAN KARDEC: O MISSIONÁRIO ENTREVISTA PERGUNTAR ALÉM DA VIDA Com base nas perguntas que terão ficado por responder, a organização das Jornadas Espíritas de Braga reenvia-as aos expositores para aqui lhes darem resposta.

Desta vez, os temas são as experiências próximas da morte e crianças que se lembram de vidas passadas. Pág. 7 OPINIÃO QUER VIVER NA ABUNDÂNCIA? Como poderemos conquistar a tão sonhada abundância financeira? Quem de nós não deseja uma prosperidade espiritual contínua e segura? “O Livro dos Espíritos” responde a essa pergunta definindo com 150 anos de antecedência o conceito de abundância. Pág. 16 CRÓNICA AMANDINE Encorajada pala tia, perguntou com o seu sotaque engraçado: “Como é que os Espíritos se vestem?

” e “Como é que os Espíritos escrevem?”. É claro que fi quei encantado com a sagacidade daqueles dez réis de gente… Pág. 14 OPINIÃO PENA DE MORTE Com a chegada do século XIX e o advento dos filósofos iluministas, o movimento contra a pena de morte conheceu um período de franco apogeu. Portugal foi pioneiro na abolição dessa execrável instituição, em 1852, para os crimes políticos, e em 1867 para os crimes civis. Pág.

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Editorial A viagem foto loucomotiv Uma mentira repetida umas tantas ve

Página 24 min

Editorial A viagem foto loucomotiv Uma mentira repetida umas tantas vezes, sobre quem tais ouvidos desconhecem, pode ascender a uma aparente verdade... Da altura dos seus cinco anitos de idade, deitou a sua voz doce de criança por ali abaixo, indignado: “Foi a Ludinhas!”. Naquela manhã, acabara de abrir a tor- neira mas a água não jorrou. Como tinha chegado uns minutos antes a senhora que ajudava a mãe, a repetida voz do irmão mais velho gravada na memória do petiz soou a sentença recorrente e falou por ele.

O moçoilo, por sua vez, à medida que en- grossou o timbre ao longo dos anos fazia-se ouvir na ausência da senhora que ajudava a mãe sempre que o dia semanal de arruma- ções se fazia sentir no lar: “Caramba, quem é que me arrumou a secretária?!”. Em jeito de alfarrabista militante, o rapazola constituía um caos organizado no seu metro e meio quadrado de tampo de secretária mais pejado de cábulas de jogos de computador do que de livros escolares.

E nem por isso deixava de ser excelente aluno... Mas soava aos ouvidos do petiz o nome da auxiliar semana a semana, como se os inconvenientes aparecidos no caminho tivessem uma só causa. Para quem se distancia e olha de fora, a patetice é evidente. Para os personagens da história verídica, a razão subjectiva acerta no ponto a 100 por cento. Isso deixa a suspeição de que cada um de nós pode incorrer com maior frequência do que a imaginada – por distracção claro!

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Página 32 min

Correio do leitor PUBLICIDADE PUBLICIDADE Lugar Alvite de Baixo, 4540-294 ESCARIZ Tel.: 256 832 875 - Fax.: 256 374 744 - Telem.: 96 603 48 55 geral@imunis.ptwww.imunis.pt FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.

º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.org Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa Publicidade Apartado 161 4711-910 BRAGA pub@adeportugal.org Propriedade Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal ADEP NIPC 504 605 860 Apartado 161 4711-910 Braga E-mail: adep@adeportugal.org http://www.adeportugal.org Impressão Oficinas de S.

José – Braga foto loucomotiv Entre planos de vida Ao que parece, cada dia que passa há mais gente a comunicar-se por correio electrónico. Entre as muitas e variadas mensagens recebidas, em fecho de edição, apareceu-nos a de Cátia, de 19 de Dezembro, a quem pedimos licença para partilhar com os leitores, omitindo dados identificativos, claro. Dizia a sua mensagem: “Boa tarde, espero que ao lerem a minha mensagem se en- contrem todos bem.

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Página 44 min

Consultório Dores crónicas e obsessão PUBLICIDADE “Dr. Ricardo Di Bernardi, dizem as estatísticas que 16 em cada 100 adultos sofrem de dores crónicas. Qual a razão deste tipo de doença e como pode a doutrina espírita ajudar nestes casos?”, indaga José Gonçalves, da Covilhã. Dr. Ricardo Di Bernardi – Veja bem, sr. José: a nossa resposta seguirá os parâmetros que so- licitou, ou seja, como a doutrina espírita pode auxiliar nestes casos.

Inicialmente, a doutrina espírita orienta todo o espírita, sempre, a buscar o diagnóstico clínico adequado e o melhor tratamento médico para as suas dores. Afirmativa que parece óbvia, mas, há aqueles que, por pouca informação acerca da doutrina, assimilam, equivocada- mente, a ideia de que sofrer é algo bom que purificaria o espírito; ao contrário, sofrer é uma distorção da normalidade, quando optamos por abrir a porta do amor e do labor não neces- sitamos abrir a porta da dor.

A Espiritualidade nos quer felizes e tão sãos quanto possível para o trabalho. Em segundo lugar, todas as mazelas biológicas, como dores físicas, crónicas (mesmo tendo uma explicação médica correcta) retratam uma desarmonia dos campos energéticos do corpo espiritual; isto significa que a causa primária está na intimidade do espírito. De acordo com o género de dor ou os órgãos em que se manifesta pode-se, às vezes, relacionar a dor com uma região do corpo etérico e do corpo astral (perispírito) que está em desarmonia.

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Página 52 min

Notícia PUBLICIDADE Rio Tinto: Associação Cultural Espírita A Associação Cultural Espírita Fernando de Lacerda, de Rio Tinto, nos arredores da cida- de do Porto abriu ao público as suas novas instalações na Rua da Ferraria, 615, R/C no passado dia 13 de Dezembro. Presentes diversos dirigentes de outras associações espíritas da área do Grande Porto e de Braga, o director doutrinário da casa, João Xavier de Almeida, dirigiu algumas palavras aos presentes, alusivas ao presente momento da inauguração destas instalações.

De seguida, Terroso Martins, presidente da direcção desta associação falou sobre o seu surgimento. Referiu uma expressão de José Fernandes Pereira, dizendo que ele afirmava que uma associação espírita não devia ser demasiado grande no tamanho, de forma que as pessoas se pudessem olhar «olhos nos olhos». Num segundo momento, Martins apresen- tou a palestra da noite intitulada “Amor: arma e ferramenta”, preparada em audiovi- sual por Jorge Gomes, vice-presidente da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP).

O expositor falou do amor entendido à luz da doutrina espírita como arma de defesa, “incapaz de magoar alguém”, apontando-o também como auto- -estima e ferramenta evolutiva a considerar constantemente. Uma novidade inesperada pelos presen- tes na sala: em São Paulo, no Brasil, Pina Gouveia, notável companheiro de traba- lhos doutrinários, no final do século XX, na Comunhão Espírita Cristã, em Moçambique. Gouveia ouvia directamente, além-mar e fazia-se ouvir num clima descontraído, plenamente familiar.

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Reportagem XV Congresso Espírita Nacional Espanhol O XV Congresso Espí

Página 64 min

Reportagem XV Congresso Espírita Nacional Espanhol O XV Congresso Espírita Nacional Espanhol ocorreu na cidade de Gandia, em 7, 8 e 9 de Dezembro, tendo como tema central “A Alma é Imortal”. Promovido e realizado pela Federação Espírita Espanhola, contou com cerca de 400 conferencistas e teve como oradores convidados estrangeiros Luís de Almeida (Portugal) João Cabral e Divaldinho Matos (Brasil). A abertura do evento esteve a cargo de Salvador Martín, presidente da Federação Espírita Espanhola saudando todos os presentes, oriundos não só de território espanhol, mas também do Brasil, Inglaterra, Portugal e Roménia com transmissão em directo através da Internet.

Salvador Martin informa o auditório da realização do VI Congresso Espírita Mundial a realizar-se em 2010 em Espanha e analisa, ainda, a imortalidade da alma de forma multidisciplinar, relatando suas evidencias e pesquisas actuais. Seguiu-se o conferencista brasileiro Divaldinho de Matos abordando «a imortalidade da alma» numa perspectiva histórica, sociológica, biológica, psicológica, médica e espiritual. Juan Miguel Fernández, Madrid, brindou o auditório com «A alma: viajante eterna», asseverando que a ciência em breve nos ajudará a compreender qual a sua natureza rumo ao amor.

Alfredo Tabueña, Barcelona, refere que «A porta falsa do suicídio» conduz a uma série de situações que nos marcam as existenciais durante algum tempo, sem resolver o “pro- blema”, agrava-o, sendo que outra grande surpresa para o suicida é que a vida afinal continua. José Garcia Abadillo, Manzanares, analisa o «Regresso à vida espiritual» classi- ficando o materialismo como uma doutrina que “não nos leva a nada…” enquanto com o espiritismo a esperançaea consolação são baluartes do sucesso espiritual.

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Perguntar Além da vida Com base nas perguntas que terão ficado por res

Página 77 min

Perguntar Além da vida Com base nas perguntas que terão ficado por responder, a organização das Jornadas Espíritas de Braga reenvia-as aos expositores para aqui lhes darem resposta. Desta vez, a palavra está com Jorge Gomes, que falou neste evento sobre experiências próximas da morte (1), crianças que se lembram de vidas passadas (2) e alteridade. Como se explica o facto de nos relatos de experiências próximas da morte (EPM) parecer tudo tão tranquilo e luminoso, ao ponto de algumas pessoas regressa- rem com custo ao corpo físico, diferen- temente do que se assiste nas reuniões mediúnicas nas associações quando os espíritos são auxiliados?

Jorge Gomes – Fenómeno mediúnico e EPM não são o mesmo fenómeno. Isto é certo. Por isso, vamos sublinhar alguns aspectos de um e de outro. Sobre as EPM, vejamos que, por exemplo, no livro “Vida após a vida” escrito pelo médico norte-americano Raymond Moody Jr. – que tornou mediático este fenómeno antigo – há um capítulo perto do final da obra que junta casos em que as EPM foram muito desagradá- veis, ao contrário do que a pergunta aponta: são casos de suicidas.

No que diz respeito às reuniões mediúnicas, repare: estas reuniões invariavelmente são organizadas com objectivos claros de esclare- cer espíritos desencarnados em perturbação. Logo, sendo um tempo necessariamente limitado por regra a uma hora ou hora e meia, com no máximo umas dez pessoas, se tanto, em ambiente privado, é compreensível que as oportunidades tenham de ser optimizadas e os espíritos que a equipa espiritual esco- lhe para que se comuniquem através dos médiuns sejam dos mais necessitados e que estejam em condições de ser auxiliados por esse meio.

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Página 84 min

Crónica PUBLICIDADE PUBLICIDADE Curar a consciência Apesar de sofisticada tecnologia, os sintomas patológicos persistem em amedrontar os pacientes, conduzindo-os a inevitáveis estados alterados de consciência em processos morosos de abertura de sequelas do passado As patologias do foro psicológico afectam milhares de pessoas pelo mundo inteiro. Apesar dos inúmeros meios e métodos que tentam travar o alarmante crescimento das doenças psíquicas, elas persistem em afirmar-se.

Exponencialmente, nos últimos anos, a pro- cura de ajuda através de profissionais com- petentes nesta área aumentou, clarificando a gravidade destas doenças, quer a nível pessoal, quer a nível familiar ou profissional. O caos em que algumas faixas da sociedade moderna se movimentam, não é senão o reflexo dos sintomas patológicos que a “ nova moda “ trouxe ao palco do teatro da vida corpórea. Traumas, depressões, ansiedade, anorexia, stress – palavra com apenas três décadas de existência – eis as doenças da actualidade.

Qual a origem do problema? Por onde começar? Ao mínimo sinal, a terapia regressiva de me- mória surge no horizonte que arduamente se busca na procura e conhecimento do eu, numa vontade insondável de criar estados de harmonia emocional e equilíbrio básico de autodesenvolvimento. Relembrar momentos recalcados no subconsciente para extinguir patologias actuais, responsáveis por mazelas físicas, tornou-se alvo fácil. Eonúmero de con- sultas destaca-se.

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Literatura infantil Uma história de fantasmas Qual é a coisa, qual é e

Página 92 min

Literatura infantil Uma história de fantasmas Qual é a coisa, qual é ela, que tem 54 páginas, conta uma história interessante para crianças, jovens e adultos e explica os fundamentos da doutrina espírita? É o livro “Uma História de Fantasmas”, de Laura Bergallo, publicitária e escritora espí- rita brasileira. É uma história simples, clara, e muito bem conseguida, que nos traz todo o sabor dos livros da nossa infância, do pão com manteiga e do leite com choco- late.

Imaginamos que muita gente adulta o lerá com gosto. Não só aqueles que já conhecem o Espiritismo, mas também os que, por qualquer motivo, têm dificuldade em lhe entender os fundamentos. Deus, imortalidade da alma, comunicação entre planos, reencarnação, está lá tudo, ao ritmo das aventuras de Juninho, um menino com medo de fantasmas. “Uma História de Fantasmas”, que conta com as ilustrações cativantes do muito jovem Leonardo Assis, é editado no Brasil pela LerBem, e está inserido na colecção Espiritismo para Crianças e Jovens.

Laura Bergallo, autora de “O Livrinho dos Espíritos”, já aqui divulgado, ganhou o Prémio Adolfo Aizen da União Brasileira de Escritores para melhor livro nacional infanto-juvenil de 2006/07 com “A Criatura”. Esteve presente na Feira Mundial do Livro do Bolonha, Itália, com a obra “Alice do Espelho”, e com essa obra ganhou o Prémio Jabuti, o mais prestigiado galardão literário do Brasil. Laura acaba de lançar, entre os livros não- -espíritas que está a escrever, “A Câmera Do Sumiço”, uma obra muito curiosa e criati- va, em torno da necessidade do bom uso dos recursos públicos.

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Infantil Descobre o nome das diferentes categorias de Mundos (utiliza

Página 101 min

Página Infantil Descobre o nome das diferentes categorias de Mundos (utiliza o código da tabela): Por Manuela Simões Alves Participa! O próximo tema tem como título Há muitas moradas na casa de meu Pai – Diferentes Mundos (continuação). O teu trabalho poderá aparecer publicado nesta página! Se tens entre os 6 e os 15 anos de idade, participa com um texto teu, um desenho ou uma banda desenhada! Depois, envia para o seguinte endereço: Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 Braga Saber Mais!

‘Há muitas moradas na casa de meu Pai’ Vimos na lição anterior que todos precisamos de locais para viver de acordo com as nossas necessidades. Com o Progresso Material e Espiritual há necessidade de alterações. Se repara- res, nas épocas anteriores, as habitações, eram diferentes. Estas mudanças vão continuar a existir aqui na Terra e não só! A Terra não tem as condições para servir a todos, por isso, Deus criou muitos outros planetas no nosso universo, diferentes uns dos outros, para que possam também ser habitados conforme a necessidade de cada um!

Assim, existem diferentes Categorias de Mundos. Cada um está colocado de acordo com o seu Progresso Moral e Material.

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Entrevista Allan Kardec: o Missionário Como participante activo no VI

Página 118 min

Congresso Nacional de EspiritismoCarlos Alberto Ferreiradisponibilizou-se para responder algumas questões ao “Jornal de Espiritismo”, referentes aos dois trabalhos que apresentou no evento: «Allan Kardec, o missionário», inserido em trabalho colectivo de homenagem ao Codificador, e «Espiritualismo e Espiritismo», enquanto trabalho individual. Por que razão considera o sábio de Lyon, Kardec, um génio?

Carlos Alberto Ferreira – Consideramos como génio todo aquele que vê aquilo que a maioria não vê, como se fôssemos verda- deiros cegos. Porque desde a noite de 31 de Março de 1848, em Hydesville, até àquela terça-feira de Maio de 1855, em Paris, os fe- nómenos inusitados que abalaram o Mundo foram observados por milhares e milhares de indivíduos de todas as condições inte- lectuais e morais, mas só com o prof. Rivail é que foram compreendidos na sua verdadeira finalidade.

Ninguém até àquele momento conseguiu tirar conclusões filosóficas do fe- nómeno, ninguém conseguiu fazer doutrina, não obstante mentes lúcidas e talentosas tenham observado esse fenómeno natural. Assim como Newton vislumbrou através da queda duma simples maçã da árvore a Lei da Gravitação Universal. Antes dele, milhares de criaturas, em todas as épocas, viram fruta a cair da árvore, mas só Newton teve a intuição genial da grande Lei da Natureza.

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Opinião Pena de morte: dissuasora ou não?

Página 126 min

Com a chegada do século XIX e o advento dos filósofos iluministas, o movimento contra a pena de morte conheceu um período de franco apogeu. Portugal foi pioneiro na abolição dessa execrável instituição, em 1852, para os crimes políticos, e em 1867 para os crimes civis. Paulatinamente, muitos países seguiram a peugada dos portugueses, abraçando essa conquis- ta dos Direitos Humanos sobre a barbárie e tornaram-se abolicionistas.

Com o surgimento das grandes guerras mundiais, holocaustos e revoluções, fundamentalismos e purgas, a tendência parece começar a inverter-se. A moratória global contra a pena de morte aprovada na ONU, em Novembro passado, foi das resoluções mais disputadas dos últimos tempos, com a apresentação de um número de emendas invulgar. A moratória que decreta a suspensão das execuções à pena de morte em todo o mundo, apre- sentada por vários países incluindo Angola, Brasil, Timor-Leste e Portugal em nome da União Europeia, foi aprovada na terceira comissão da Assembleia Geral da ONU, com o voto favorável de 99 Estados, a oposição de 52 e a abstenção de 33.

Na era do espírito, da informação e da conquista do espaço, a persistência deste arcaico expediente consistindo em dar aos Estados o direito de levar a termo a sua própria vindicta é, no mínimo, degradante. Actualmente nenhum Estado-membro da União Europeia aplica a pena de mor- te. Actualmente, a Convenção Europeia dos Direitos Humanos recomenda a sua proibição. Há 150 anos esclarece-nos Allan Kardec, in «O Livro dos Espíritos», pergunta 760: - Desaparecerá algum dia, da legislação humana, a pena de morte?

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Opinião Comércio mediúnico?

Página 134 min

Não, obrigado! A doutrina espírita é muito clara sobre o exercício não remunerado das faculdades mediúnicas, pois estas pressupõem a actividade dos espíritos desencarnados. Logo, as associações espíritas não aceitam sócios nem colaboradores que o façam, por muito que, num acto de mentira, estes unilateralmente afirmem o contrário. Há uns 30 anos, recordamos que um centro espírita com que colaborámos se deu conta de que não deveria nunca dar nenhum certificado de presença nos seus cursos de educação mediúnica.

Aliás, um curso intei- ramente grátis também. Surgiu a indicação de que alguém o poderia usar com fins comerciais, apesar dos conteúdos do curso serem claros sobre a gratuitidade da prática mediúnica. A justificação deste item baseia-se no con- teúdo doutrinário que defende que cada espírita deve ter a sua profissão – pescador, trolha, médico, professor, etc. – e dela deve retirar o seu sustento. A mediunidade é uma actividade de tem- pos livres, pós-profissionais, por isso não sendo possível aos espíritos intervenientes receber pagamento pelos seus serviços, já que apesar de nos poderem visitar vivem num plano diferente do nosso, o plano espiritual, não faria sentido o médium receber por uma produção que não é da sua autoria.

«Dai de graça o que de graça recebestes» diz Jesus no Evangelho. Não sendo a facul- dade mediúnica na maior parte dos casos propriedade do médium, não há razão nenhuma para ele se fazer pagar por algo que não lhe pertence. Isto é claro e compreensível. Dá dignidade, torna a consciência leve. Desenvolve o altruísmo, algo muito desejável em todos os tempos da humanidade para cada um de nós. Há porém médiuns, ao longo da história, que não se interessando pelo estudo do espiritismo, e tendo em muitos casos facul- dades mediúnicas caem na tola tentação de aceitar pagamentos.

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Crónica foto loucomotiv Amandine Quando me convidaram para fazer uma p

Página 143 min

Crónica foto loucomotiv Amandine Quando me convidaram para fazer uma palestra espírita não sabia o que me esperava. Ver as pessoas a chegar, a sala a encher, o nervosismo a aumentar... Confesso que as pernas me tremeram. Outras palestras se seguiram. O nervosismo foi diminuindo, a con- fiança aumentando, e o exemplo dos primeiros cristãos, que se juntavam para conversar e aprender em comum, como podemos ler nos Actos dos Apóstolos, tem sido uma preciosa inspiração.

A boca fala do que está cheio o coração, e ainda que não sejamos donos de eleva- dos dotes oratórios, o que mais conta é a sinceridade e o desejo de cumprir bem a nossa tarefa. Um orador espírita é um dos elementos do grupo que se junta para uma palestra. Preparou o seu traba- lho, cabe-lhe fazer o seu melhor, com se- renidade e confiança – assim ouvi dizer a um companheiro mais experiente. Aceitei entretanto o convite para fazer uma palestra num centro espírita dis- tante do que frequento.

A amizade por quem me convidou falou mais alto que a natural apreensão, e lá fui. Os meus amigos espíritas do Norte receberam-me com o carinho habitual. Após aquilo que, segundo os costumes locais, é “comer qualquer coisita” - um festim de comida deliciosa! – resolvemos ir andando para o centro. A família dos meus anfitriões, nada familia- rizada com o Espiritismo, resolveu ir assistir, pela primeira vez, a uma palestra espírita.

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Publicidade Publicidade (pág. 15)

Página 153 min

Opinião O Exemplo PUBLICIDADE PUBLICIDADE A D. Mariana frequenta um Centro Espírita. Desde nova que sentia “certas coisas” que a medicina oficial não conseguia identificar. Frequentando o Centro Espírita, acabou por verificar que afinal a “estranheza” de que se dizia possuidora não era nada mais do que uma capacidade, um sexto sentido, que mi- lhões de pessoas possuem: a mediunidade (ou percepção extra-sensorial), capacidade que permite às pessoas aperceberem-se do mundo espiritual.

A D. Mariana começou a ser assídua no Centro Espírita. Na primeira oportunidade, inscreveu-se num Curso Básico de Espiritismo, gratuito (como aliás todas as actividades de um Centro Espírita que se preze), e posterior- mente acabou por efectuar um outro, de educação da mediunidade. O conhecimento adquirido trouxe-lhe outra postura perante a vida. Começou a ser mais calma, menos irritadiçaea entender melhor os mecanismos da vida, agora vistos pelo prisma da Doutrina Espírita.

Passou a integrar uma actividade de fluido- terapia (doava as suas energias em prol do próximo, em reuniões próprias para o efeito, o chamado “passe espírita”) e tem consegui- do granjear o carinho de todos aqueles que a conhecem. Pessoa bondosa e dedicada, todos a esti- mam. Há dias, falando com ela, Mariana contou um caso, que pela sua singeleza e grandeza espiritual me chamou a atenção, levan- do-me por novos atalhos meditativos, em tentativa de interiorizar tal situação.

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Opinião Quer viver na abundância?

Página 165 min

Como poderemos conquistar a tão sonhada abundância financeira? Quem de nós não deseja uma prosperidade espiritual contínua e segura? Quem tem mais abundância: uma pessoa que possui um apartamento, dois carros completos e vive a trabalhar de domingo a domingo, stressada, para pagar as suas dívidas com cartão de crédito e cheque especial ou um senhor de meia-idade que vive feliz e tranquilo na sua cabana de palha, em frente à praia, que vive da pesca e que à noite, diante do luar, toca alegremente a sua guitarra?

Obviamente que é o segundo personagem. “O Livro dos Espíritos” responde a essa pergunta definindo com 150 anos de antecedência o conceito de abundância, somente bem compreendido agora, no século XXI. Na pergunta 926 o Espírito da Verdade afirma que “os males desse mundo ocorrem em razão das neces- sidades falsas que criais... o mais rico dos homens é aquele que tem menos necessidades”. A abundância, portanto, independe da quantidade de dinheiro ou de bens materiais, é o bem-estar psicológico diante do que pouco que possuimos.

É o oposto da ambição e da ganância. Esse é o nosso supremo objectivo na vida em relação ao dinheiro. Muitas vezes perguntamos por que Deus permite que tantas crianças nasçam na pobreza ou mesmo na miséria. Para res- ponder a essa pergunta lembramos que a matéria é consequência do espírito e, que, portanto, a prosperidade espiritual leva necessariamente à prosperidade material e não ao contrário, como muita gente pensa.

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Enrevista a Frequentador

Página 174 min

Afinidades Curso na internet Impressãodigital ENREVISTA A FREQUENTADOR Álvaro José Rodrigues Miranda conta 69 anos, fez a sua carreira profissional na TAP, estando agora aposentado. Vive na cidade do Porto. Como conheceu o Espiritismo? Álvaro MirandaTomei contacto com a doutrina espírita em 1991 pela porta do sofri- mento (até aí nunca tinha ouvido falar no Espiritismo como doutrina). Em 1986 tive um enfarte que quase me levou para o outro lado da vida.

Em princípios de 90 tive que fazer uma intervenção cirúrgica ao coração e, embora sem explicação médica, continuei com perturbações fisiopsicológicas que me tiraram a vontade de continuar a viver. Por inter- médio de uma pessoa de família fui incentivado a frequentar a CEC (Comunhão Espírita Cristã) nas suas antigas instalações de Rio Tinto. E comecei a entender a razão das minhas perturbações e a ter respostas a todas as minhas dúvidas metafísicas de agnóstico quando comecei a ler “ O Livro dos Espíritos”.

Acrescentei o meu interesse pela doutrina com a leitu- ra e reflexão do resto da codificação e com o contacto precioso de amigos como o Terroso Martins, Jorge Gomes... Frequenta algum centro espírita? Álvaro MirandaFrequentei a CEC, cheguei a pertencer com muito agrado aos seus Cor- pos Sociais, mas agora estou num projecto novo com Terroso Martins, Xavier de Almeida – a criação da ACEAssociação Cultural Espírita Fernando Lacerda, que fica na Rua da Ferraria, 615 - Rio Tinto.

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Divulgue Sem Custos os Acontecimentos da Sua Associação para Mais

Página 182 min

Passatempo DIVULGUE SEM CUSTOS OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO PARA MAIS DE 1500 PESSOAS Basta enviar a notícia para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita portu- guês, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org. FAÇA A SUA ASSINATURA DO JORNAL DE ESPIRITISMO Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).

Nome Morada Telefone E-mail N.º de contribuinte Assinatura Horizontal 1. Tudo o que impressiona os nossos sentidos ou consciência. 4. princípios básicos 5. 31 de Março de 1848 6. o legado de Allan Kardec. 8. Inspiração 10. Vocábulo criado por Allan Kardec 11. Deus quis, os ......... tiveram iniciativa e Kardec realizou. 12. Pluralidade das existências 13. Codficador do Espiritismo Vertical 2. Doutrina que defende a essência espiritual e a imortalidade da alma, bem como a exis- tência de Deus.

3. 18 de Abril de 1857 7. Comunicabilidade dos Espíritos 9. todo aquele que vê aquilo que a maioria não vê. Palavras Cruzadas Soluções Horizontal 1. FENÓMENO 4. CINCO 5. HYDESVILLE 6. ESTUDAR 8. INTUIÇÃO 10. ESPIRITISMO 11. ESPÍRITOS 12. REENCARNAÇÃO 13. ALLAN KARDEC Vertical 2. ESPIRITUALISMO 3. O LIVRO DOS ESPÍRITOS 7. MEDIUNIDADE 9. GÉNIO Sabia que... > Pensando que poderia abalar a crença de Chico Xavier, um médico legista, disse-lhe um dia que, durante muitos anos, fazendo autópsias e dissecando cadáveres, nunca tinha encontrado a alma, matéria-prima das religiões e, principalmente do espiritismo, ao que o Chico respondeu, com a sua ha- bitual tranquilidade: «Doutor; como é que o senhor quer encontrar o pássaro, depois que ele fugiu da gaiola?

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Literatura | Video Qualidade na prática mediúnica Palais Royal ChicoXa

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Literatura | Video Qualidade na prática mediúnica Palais Royal ChicoXavierinédito A Bibliografia espírita é riquíssima e vasta. Rica de conteúdo e vasta na quantidade e na diversidade de tópicos em pauta. É natural que nessa imensa oferta, encon- tremos livros que não têm qualidade para estar no mercado, livros de qualidade duvi- dosa. Mas existem muitas excepções. O Projecto Manoel Philomeno de Miranda (não confundir com os livros ditados por este espírito através do médium Divaldo Franco) foi criado em Maio de 1990 para apoiar as pessoas que integram a área mediúnica nos Centros espíritas, em semi- nários, palestras, estudos, entre outros.

Esta equipa é composta por alguns membros do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Baía, Brasil (ligado à obra Mansão do Caminho, de Divaldo Franco e Nilson Pereira) e edita livros de superior qualidade espírita, livros estes de estudo obrigatório para quem trabalhe na área espírita, nos seus momentos livres e gratuitamente. Depois de estudarmos a obra básica de Allan Kardec, de partilharmos os conhe- cimentos de Léon Denis com os seus livros de leitura obrigatória, de estudar os clássicos do Espiritismo (Gabriel Delanne, César Lombroso, Ernesto Bozzano, Camille Flammarion, Alexandre Aksakof, Gustave Geley), chega a hora de não perder autores de leitura obrigatória como José Herculano Pires, Hernâni Guimarães Andrade, Jorge Andrea dos Santos, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco e Raul Teixeira.

Na imensa viagem mediúnica de Dival- do Franco, o apóstolo do espiritismo da actualidade, vamos encontrar um livro de fundamental importância para o estudo e prática da mediunidade: «Qualidade na Prática Mediúnica». Depois de «O Livro dos Médiuns», de Allan Kardec, arriscamo-nos a afirmar que este livro é a mais importante obra a ser lida e estudada por todos aqueles que colaboram num centro espírita ou pretendem cimen- tar e adquirir conhecimentos na área da mediunidade.

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Publicidade Encontro de Literatura Espírita Rosa dos Ventos

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Última Cartoon PUBLICIDADE ENCONTRO DE LITERATURA ESPÍRITA ROSA DOS VENTOS O Núcleo Espírita Rosa dos Ventos (NERV) organiza o VII Encontro de Literatura Espírita Rosa dos Ventos, que se efectuará no próximo dia 26 de Janeiro, pelas 15h00, no audi- tório do Salão Nobre da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira. O tema a apresentar será a “Acção Pedagógica do Espiritismo” e o conferencista será José António Luz. O NERV apela a que assim “possamos fortalecer laços de união entre irmãos do mesmo ideal que abraçamos e, sob a égide de Jesus, nosso Mestre Maior, agradecemos vossa disponibilidade, para que este dia possa ser de festa nos dois campos da vida, contribuindo cada um por si na vivência e convivência de tão formosa Doutrina, que as Entidades Venerandas passaram para a humanidade”.

O NERV tem o seguinte ciclo de conferências, baseado no livro “A Génese”, de Allan Kardec, às sextas-feiras, este mês de Janeiro: dia 04 – 21H00 – tema: “Caracteres da Revelação Espírita”, conferencista: Maria Áurea Rodrigues. Dia 11 – 21H00, tema: “Cap.II – Deus – A Existência de Deus”; conferencista: António Augusto. Dia 18 – 21H00, tema: “Cap.III – O Bem e o Mal”, conferencista: José António Luz. Dia 25 – 21H00, tema livre.

O NERV fica na Travessa Fonte da Muda, 26 4450-672 - Leça da Palmeira, com e-mail nervespiritismo@yahoo.com e página na Internet em www. nerv.pt.vu, telef. 229962395; 965384111. LISBOA: DIÁLOGOS ESPÍRITAS O Centro Espírita Perdão e Caridade promove os seus “Diálogos Espíritas”, onde se pode estudar e participar, colocando questões oportunas. Este evento tem lugar todos os primeiros domingos de cada mês no CEPC, na Rua Presidente Arriaga, 124/125 em Lisboa - (Telefone 21/3975219) entre as 17H00 e as 19H00.

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