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Edição nº 97

Amor, Espiritualidade e o Vazio Existencial

Setembro · 201920 páginas

Esta edição aborda a importância do amor incondicional e da liberdade nas relações, contrastando com o egoísmo. Discute o vazio existencial e o niilismo, bem como a violência e suas soluções. Inclui um conto sobre maledicência e sua dificuldade de reparação e a seção 'Correio' clarifica questões sobre psicografia, mediunidade e relacionamentos homossexuais, enfatizando a doutrina espírita como guia para a compreensão.

  • O amor incondicional sugere liberdade para quem ama e quem é amado, e os laços imponderáveis entre seres supõem espontaneidade.
  • A mediunidade não funciona como um telefone para ligações diretas; há muitas variáveis e supervisão de amigos espirituais.
  • O vazio existencial, por vezes ligado ao niilismo, pode ser um movimento positivo chamando à liberdade ou negativo com traços destruidores.
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97 ANO XVII JDE N O V E M B R O . D E Z E M B R O . 2 0 1 9 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL D I R E T O R . U L I S S E S L O P E S | P R E Ç O € 0 . 5 0 Este ano foram em setembro, durante o fim de semana de 28 e 29 – subordinadas ao tema «Conflitos existenciais: causa e soluções» estas jornadas juntaram centenas de pessoas de todo o país, do Brasil, de França e da Alemanha. Pág. 10 5 CONSULTÓRIO DO VAZIO EXISTENCIAL À VI - VÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE O vazio existencial é universal. Hoje, tomou a forma conceptual do niilismo… 13 OPINIÃO VIOLÊNCIA: UMA FA TALIDADE? Vamos virar a página? A solução existe. 9 ENTREVISTA EDMUNDO CEZAR: ESPIRITISMO E ARTE Ator e professor de Artes Cénicas escreveu livros inspiradores. 19 LITERATURA VIVER É A MELHOR SOLUÇÃO A prevenção do suicídio bem explicada. Já conhece? foto ulisses.com.pt NOVEMBRO.DEZEMBRO.2019 O amor e o espelho 02 . JORNAL DE ESPIRITISMO EDITORIAL / CONTO O amor é como um espelho que nos acompanha e reflete o recorte do mo - mento evolutivo que apresentamos. Ensaia-se nos primeiros passos como posse. Sob a hegemonia do egoísmo cego, o outro não passa de uma moldu - ra do nosso ego. A centralização desse interesse de aparente supremacia sobre o mundo exterior, um ângulo do egoísmo, teve a sua importância nas fases primá - rias da evolução, quando entre iguais os bens limitados foram disputados e não o fazer poria em causa a própria sobrevi - vência material. Hoje, com a regulação da moral social e dos preceitos jurídicos, a defender como podem o bem comum, esse vetor antigo vai ter de se metamorfosear progressi - vamente. A vida deveria tender para o equilíbrio sob o jugo da regulamentação social que gere as relações interpesso - ais. Ao nível da individualidade que cada um é, se realmente amamos, não vale aprisionar Ao nível da individualidade que cada um é, se realmente amamos, não vale aprisionar. O amor incondicional que es - tamos a aprender de modo singular com Jesus de