Voltar ao arquivo
Edição nº 93

O vendedor de gelados e o perdão

Março · 201920 páginas

Esta edição do Jornal de Espiritismo aborda temas como a delicadeza da vida espiritual, simbolizada por um "vendedor de gelados" que auxilia crianças desencarnadas. Inclui um artigo sobre a importância do perdão, ilustrado por um diálogo entre Bezerra de Menezes e Quintino Bocaiúva. A seção de correio responde a leitores sobre toxicodependência, medo da morte e presenças espirituais, oferecendo conselhos baseados na doutrina espírita para encontrar paz e clareza. Contém também uma errata sobre a autoria de artigos anteriores.

  • Descrever um amigo espiritual com funções notáveis de reconforto e esclarecimento como um vendedor de gelados foi especial.
  • Bezerra, eu não perdoo, definitivamente não perdoo… AH! Você não perdoa! Meu amigo, você tem o direito de não perdoar, contanto que não erre…
  • O medo da morte provém da ignorância que se mantém sobre ela. É um ponto final, não a passagem que realmente é.
Ler como artigos
Partilhar

Ouvir artigo

Abre o artigo em texto com leitura em áudio
93 A N O X V JDE M A R Ç O : A B R I L . 2 0 1 9 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL D I R E T O R . U L I S S E S L O P E S | P R E Ç O € 0 . 5 0 Assunto delicado, mais tarde ou mais cedo acaba por abordar toda a gente nos caminhos da vida marcada pela matéria densa. Normalmente todos falam de perda. Então?! Não se consideram os ganhos? Pág. 10 4 FEDERAÇÃO EDUCAR + Vamos falar de presença… Entes queridos: onde param os ganhos? 15 MEMÓRIA FRANÇOIS BRUNE Culto, bom, simples, reconhecido internacionalmente, desencarnou recentemente. 8 PROJETO ADEP.TV Este trabalho avançou mais um bocadinho... 16 OPINIÃO INSTINTO DE CONSERVAÇÃO É frequente abordar fontes que explorem os princípios da economia à luz da filosofia espírita? capa ulisses.com.pt MARÇO.ABRIL.2019 O homem dos gelados 02 . JORNAL DE ESPIRITISMO EDITORIAL / CONTO Que paz tão boa nesta fria noite de inverno! O padre desencarnado, confuso na vida espi - ritual em que nem sabia já ter entrado, tinha sido levado pela mãe desencarnada, feliz: o fi - lho finalmente tinha conseguido vê-la, depois de tanto velar por ele. Nas palavras deste Es - pírito, ela estava tão linda, vestida de luz. Ago - ra, o médium em transe psicofónico dava lu - gar a um menino desencarnado, Carlos, que mentalmente acreditava ainda estar na praia, perdido do pai, e preocupado, à procura dele. Quem o atendia, com vista a despertá-lo su - avemente para o auxílio necessário, tenta uma mentalização. Sugere-lhe que agora, no momento adequado do esclarecimento, de - veria estar a surgir-lhe na proximidade um ba - nheiro ou salva-vidas, a pessoa cuja tarefa na praia consiste em ajudar as aflições de quem não respeita o mar. Feita a sugestão, alguns segundos de observação refletem-se no rosto do médium atuado pelas emoções da crian - ça desencarnada, até que esta diz: «Não vejo nenhum banheiro. Está aqui um… parece um vendedor de gelados». Ali ao lado, confesso que nunca tinha ouvido uma referência assim em reun