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Edição nº 76

O erro desencarna: Liberdade, responsabilidade e o amor

Abril · 201620 páginas

A edição 76 do Jornal de Espiritismo explora a natureza do erro como aprendizado e a importância da educação para a paz. Um editorial discute a "desencarnação" do erro através de uma perspectiva evolutiva, enquanto um conto e um consultório abordam a liberdade, responsabilidade e a busca pela paz em conflitos globais e pessoais. A publicação enfatiza que o avanço espiritual reside na compreensão e aplicação desses princípios.

  • Nossos erros são ensinamentos; não precisamos repeti-los. O erro sem corpo faz-se luz.
  • A maior força do mundo é a educação. Ninguém apagará fogo com álcool para alcançar a paz.
  • A liberdade, como um papagaio, só alcança voos altos com responsabilidade e bom senso.
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76 A N O X I I I JDE M A I O . J U N H O . 2 0 1 6 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL D I R E T O R . U L I S S E S L O P E S | P R E Ç O € 0 . 5 0 4 FEDERAÇÃO Congresso Mundial Já se deu conta que estamos quase em vésperas do Congresso Espírita Mundial? 5 CONSULTÓRIO Vida familiar e adolescência Porque é tão importante para as famílias a fase dos filhos adolescentes? 9 OPINIÃO “A mente existe sem o cérebro” Décio Iandoli Jr., médico, aborda temas de medicina e espiritualidade. mais. 16 OPINIÃO Cientistas e mediunidade Allan Kardec “matou a morte” ao apresentar “O Livro dos Es- píritos” a 18 de abril de 1857… ulisses.com.pt Quando o erro desencarna 02 . JORNAL DE ESPIRITISMO EDITORIAL / CONTO MAIO.JUNHO.2016 A turma do curso básico de espiritismo na- quele dia contava mais de 20 pessoas pre- sentes, apesar do frio. Gente valente, inte- ressada! O coordenador da reunião naquela hora ex- punha o conceito das leis naturais, «insculpi- das na consciência», a partir do livro terceiro de «O Livro dos Espíritos». Num momento da exposição comparava o erro e o ser humano, e gizava um caminho evolutivo sem mani- queísmo, quando o suposto mal e o suposto bem matam zonas cinzentas. Naquele dia não se vestira nem de lapso nem de equívoco o dito erro. De pecado? Nem pensar! Mas nem por isso a sua estru- tura se transmutava. Para dar algum ritmo à exposição, indagou: “Quantos corpos tem o ser humano?”. Resposta prevista, sem coro: “Temos corpo físico e perispírito” ou corpo espiritual. Como se sublinhasse uma frase do texto de apoio, o expositor alertou: “Os nossos erros, mais leves ou mais graves, são como um espírito que tem um corpo. Se o corpo é o cenário da experiência colhida, o espírito do erro é o ensinamento, a parte boa, que po- demos extrair, a fim de não necessitarmos de o repetir.” Vivemos numa sociedade que exacerba a culpa e parece que o nosso inconsciente faz questão, como se prevenisse males maio- res, de carregar tudo isso e